Dr. Sérgio Henrique Saraiva Alves
Fisioterapeuta | Doutor em Ciências pela FMUSP - Programa de Pneumologia | Pesquisador | Professor | Autor | Diretor Técnico-Científico da Science Care Fisioterapia

Dr. Sérgio Henrique Saraiva Alves é fisioterapeuta, Doutor em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), pelo programa de Pneumologia, pesquisador, professor universitário, autor, palestrante e Diretor Técnico-Científico da Science Care Fisioterapia.
Sua trajetória profissional integra assistência clínica, pesquisa científica, ensino, gestão em saúde e inovação tecnológica, com especial dedicação à fisioterapia respiratória, reabilitação pulmonar, fisioterapia domiciliar, envelhecimento e aplicação de tecnologias imersivas nas áreas da saúde e da educação.
Sua formação acadêmica na Faculdade de Medicina da USP envolveu pesquisas em fisiologia pulmonar e doenças pleurais, com trabalhos apresentados em congressos nacionais e internacionais e publicações científicas indexadas no PubMed. A USP registra sua defesa de doutorado em 15 de março de 2013, no Programa de Pneumologia.
É fundador da Science Care Fisioterapia, empresa brasileira criada em 2015 com o propósito de aproximar conhecimento científico, experiência clínica, inovação e cuidado individualizado da realidade do paciente em seu próprio domicílio.
Ciência, cuidado e propósito
A ciência oferece respostas importantes. Mas talvez sua maior contribuição seja nos ensinar a fazer perguntas melhores.
Foi isso que aprendi ao longo da minha trajetória profissional, e é isso que levo para cada atendimento.
Cada paciente tem uma história, uma condição clínica, capacidades, limitações, medos e objetivos próprios. Por isso, nunca acreditei em uma fisioterapia baseada apenas na repetição de protocolos.A evidência científica é fundamental. A experiência clínica também. Mas ambas precisam ser interpretadas à luz da realidade da pessoa que está diante de nós.
É essa forma de pensar que orienta minha atuação como fisioterapeuta, pesquisador, professor e Diretor Técnico-Científico da Science Care.Mais do que aplicar técnicas, procuro compreender pessoas.
Da prática clínica à pesquisa em Pneumologia
Meu interesse pela fisioterapia respiratória nasceu na prática clínica. Foi, no entanto, a pesquisa científica que ampliou profundamente minha compreensão sobre o funcionamento do sistema respiratório e seus impactos na vida dos pacientes.
Ao longo da minha formação, a Pneumologia deixou de ser apenas uma área de atuação profissional e tornou-se também um campo de investigação. Eu buscava compreender o que havia além dos sintomas: como o pulmão respondia às doenças, aos procedimentos e às diferentes intervenções terapêuticas.
Foi esse interesse que me conduziu à Universidade Federal de São Paulo (Escola Paulista de Medicina), onde desenvolvi minha primeira especialização no Programa de Pneumologia em dezembro de 2006.
Essa experiência transformou definitivamente minha prática em fisioterapia. Passei a compreender que uma boa decisão clínica começa muito antes da escolha de uma técnica: começa pela compreensão do que está acontecendo com o paciente.
Doutorado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Minha trajetória acadêmica se consolidou na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, onde desenvolvi meu doutorado no Programa de Pneumologia, sob orientação do Dr. Pedro Caruso.
Minha tese, intitulada “Impacto na ventilação e aeração pulmonar após remoção de derrame pleural neoplásico: um estudo com tomografia de impedância elétrica”, investigou como o pulmão se comporta após a retirada de um derrame pleural maligno.
O estudo utilizou a Tomografia de Impedância Elétrica, tecnologia capaz de acompanhar alterações da ventilação e da aeração pulmonar em tempo real e à beira-leito. Mais do que observar se o pulmão se reexpandia, buscamos compreender como essa reexpansão acontecia, em que momento ocorria e de que forma a ventilação se redistribuía após a toracocentese.
A pesquisa mostrou que a re-aeração pulmonar ocorria imediatamente após a retirada do líquido pleural, enquanto a resposta da ventilação apresentava grande variabilidade entre os pacientes. Também observamos alterações na sincronia ventilatória entre os pulmões após o procedimento.
A defesa foi realizada em 15 de março de 2013, e o trabalho resultou na obtenção do título de Doutor em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, no Programa de Pneumologia.
Para mim, esse período representou mais do que a conquista de um título acadêmico.
Foi quando passei a compreender, de forma ainda mais profunda, que dois pacientes com diagnósticos semelhantes podem apresentar respostas fisiológicas completamente diferentes, e que essa variabilidade precisa ser respeitada também na prática clínica.
Da Pesquisa aos Congressos Científicos
O desenvolvimento da pesquisa em doenças pleurais me levou também aos principais congressos da área respiratória, no Brasil e no exterior.
Apresentar resultados científicos nesses espaços foi uma etapa importante da minha formação, porque permitiu discutir hipóteses, métodos e achados com pesquisadores de diferentes instituições e ampliar o olhar sobre aquilo que estávamos investigando.
Congresso Brasileiro de Pneumologia e Tisiologia
Em 2010, participei do trabalho “Derrame pleural: a toracocentese melhora a capacidade ao exercício?”, apresentado no XXXV Congresso Brasileiro de Pneumologia e Tisiologia, realizado em Curitiba.
O estudo integrou uma linha de pesquisa voltada à compreensão das repercussões do derrame pleural sobre a capacidade funcional e do impacto da toracocentese sobre o desempenho ao exercício. O trabalho foi publicado nos anais do Jornal Brasileiro de Pneumologia.
Esse tipo de investigação ajudou a aproximar dois aspectos que sempre considerei importantes: o comportamento fisiológico do pulmão e aquilo que o paciente efetivamente consegue fazer.
Congresso Paulista de Pneumologia e Tisiologia
Em 2011, participei também de pesquisas apresentadas no 14º Congresso Paulista de Pneumologia e Tisiologia.
Entre elas esteve o trabalho “Pleurodese experimental com iodopovidone: aspectos macro e microscópicos”, relacionado à investigação de estratégias para pleurodese e ao comportamento do espaço pleural.
Essa participação ampliou minha experiência em uma área que marcou profundamente minha formação acadêmica: as doenças pleurais.
European Respiratory Society - Amsterdam, 2011
Ainda em 2011, apresentei como primeiro autor, no Congresso da European Respiratory Society - ERS, em Amsterdam, o trabalho:
“Evaluation of pulmonary reexpansion after thoracocentesis using electrical impedance tomography.”
O estudo avaliou a reexpansão pulmonar após a toracocentese utilizando Tomografia de Impedância Elétrica e foi publicado no European Respiratory Journal.
Durante esse congresso, recebi também o Young Scientist Sponsorship - European Respiratory Society (ERS), 2011, reconhecimento concedido no âmbito do programa da ERS destinado a apoiar jovens pesquisadores autores de trabalhos científicos de destaque.
Para mim, aquele momento representou mais do que a apresentação de um estudo em um congresso internacional. Foi também o reconhecimento de uma linha de pesquisa que vinha sendo construída na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e que posteriormente faria parte do meu doutorado e de minha primeira produção científica internacional.
Participar do ERS Congress em Amsterdam consolidou uma etapa importante da minha formação como pesquisador e ampliou minha compreensão sobre a importância de conectar pesquisa científica, fisiologia respiratória e prática clínica.
American Thoracic Society International Conference - Denver, 2011
No mesmo ano, também participei como autor do trabalho “Pleural Elastance and Pressure Curve Morphology Do Not Predict Symptoms During Thoracentesis”, apresentado no American Thoracic Society International Conference, em Denver, nos Estados Unidos.
O trabalho foi publicado no suplemento do American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, com registro oficial no congresso da ATS.
Essa experiência reforçou algo que já começava a se tornar central na minha formação científica:
compreender o paciente respiratório exige olhar ao mesmo tempo para fisiologia, sintomas, função e resposta individual.
Fui o primeiro autor do estudo, realizado em colaboração com Marcelo B. P. Amato, Ricardo M. Terra, Francisco S. Vargas e Pedro Caruso. O artigo foi publicado no volume 11, número 2, páginas 186–191, com DOI 10.1513/AnnalsATS.201306-142OC, e está indexado no PubMed sob o PMID 24308560.

Docência e Formação de Profissionais
A pesquisa científica modificou a forma como passei a compreender a fisioterapia. A docência, por sua vez, modificou a forma como aprendi a compartilhar esse conhecimento.
Ao longo da minha trajetória, a atividade de professor universitário passou a caminhar ao lado da assistência clínica e da pesquisa.
Ensinar fisiologia, Pneumologia, fisioterapia respiratória e temas relacionados à terapia intensiva exige muito mais do que transmitir informações. Exige compreender profundamente um conceito para conseguir explicá-lo de maneira clara, contextualizada e aplicável à realidade profissional.
Esse exercício também influenciou minha prática clínica.
Ensinar me mostrou que conhecimento só tem valor quando pode ser compreendido, questionado e transformado em decisão.
Programa de Aperfeiçoamento de Ensino - PAE/FMUSP
Durante minha formação acadêmica na Universidade de São Paulo, participei por dois anos, em 2010 e 2011, do Programa de Aperfeiçoamento de Ensino — PAE/FMUSP.
Nesse período, participei de atividades docentes com alunos do 2º e do 4º ano do curso de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, ministrando aulas teóricas e práticas.
A experiência permitiu vivenciar de forma direta o ensino médico dentro da FMUSP e aproximou ainda mais duas dimensões que passaram a caminhar juntas na minha trajetória: produzir conhecimento e aprender a transmiti-lo.
Mais do que uma etapa da pós-graduação, o PAE contribuiu para consolidar meu interesse pela docência universitária e pela formação de profissionais da saúde.
Ensinar estudantes de Medicina dentro da mesma instituição em que eu desenvolvia minha formação científica foi uma experiência que marcou profundamente minha trajetória acadêmica e profissional.
Professor universitário
Ao longo dos anos, atuei no ensino superior em disciplinas relacionadas à Fisioterapia Respiratória, Pneumologia e Terapia Intensiva, participando da formação de estudantes e profissionais da área da saúde.
Sempre procurei aproximar o conteúdo acadêmico da realidade clínica.
Uma gasometria, uma alteração ventilatória, uma doença pulmonar ou um recurso terapêutico não devem ser ensinados apenas como conceitos isolados.
É preciso compreender o que aquela informação representa diante de um paciente real.
Foi dessa integração entre ciência, ensino e prática clínica que se consolidou minha maneira de ensinar.
Educação continuada
Minha atuação em educação posteriormente ultrapassou os limites da sala de aula.
Passei a participar de cursos, palestras, eventos científicos e projetos de formação profissional, mantendo a educação continuada como parte importante da minha atividade.
Acredito que isso seja especialmente necessário na saúde.
Aquilo que aprendemos durante a graduação não pode ser considerado conhecimento definitivo.
Novas evidências surgem, tecnologias evoluem, condutas são revistas e antigas certezas precisam ser questionadas.
Ser profissional da saúde também significa permanecer estudante ao longo de toda a carreira.

Da Ciência à Construção da Science Care
Depois de anos divididos entre assistência clínica, pesquisa, universidade e docência, comecei a sentir que todo aquele conhecimento precisava encontrar uma forma ainda mais direta de chegar ao paciente.
Foi desse desejo que nasceu, em 2015, a Science Care Fisioterapia.
A ideia nunca foi simplesmente levar uma sessão de fisioterapia para dentro da casa de alguém.
Queria construir uma forma de atendimento em que ciência, experiência clínica, individualização e cuidado humano pudessem existir juntos, e em que o tratamento fosse pensado a partir da realidade do paciente, e não apenas de seu diagnóstico.
O ambiente domiciliar me permitiu compreender ainda melhor algo que a pesquisa já havia me ensinado: pessoas com a mesma doença podem apresentar necessidades completamente diferentes.
Uma pessoa pode precisar recuperar a capacidade de caminhar até o banheiro. Outra pode querer voltar a subir uma escada. Outra precisa respirar melhor durante o banho, recuperar força depois de uma internação ou preservar sua autonomia pelo maior tempo possível.
Foi assim que a Science Care começou a construir sua identidade.
A fisioterapia acontece na casa do paciente, mas o objetivo está na vida que ele deseja recuperar ou preservar.
Um projeto baseado em ciência, mas construído por pessoas
Desde o início, procurei levar para a Science Care os mesmos princípios que orientaram minha formação acadêmica.
Avaliar antes de tratar.
Questionar antes de repetir.
Medir quando possível.
Reavaliar.
Utilizar tecnologia quando ela acrescenta valor.
E, principalmente, compreender que nenhum protocolo substitui o raciocínio clínico e a escuta do paciente.
Com o tempo, a Science Care ampliou sua atuação para diferentes áreas da fisioterapia e incorporou novos profissionais, tecnologias e possibilidades de cuidado.
Mas existe um princípio que continuo fazendo questão de preservar:
o paciente nunca deve se transformar apenas em um diagnóstico, uma sessão ou um número em uma agenda.
2015 - Inicio de um Sonho
Em 2015, quando a Science Care ainda dava seus primeiros passos, gravei um vídeo apresentando aquilo que imaginava para esse projeto. Revê-lo hoje é também recordar o início de uma ideia que continuou crescendo, amadurecendo e se transformando ao longo dos anos.
Muita coisa mudou desde então. A experiência aumentou, a ciência avançou, novas tecnologias passaram a fazer parte da nossa realidade e a Science Care cresceu.
Mas a essência daquele projeto continua presente: oferecer um cuidado capaz de unir conhecimento científico, responsabilidade profissional e respeito à individualidade de cada pessoa.
Inovação, Realidade Virtual e Novas Formas de Reabilitar
Com o passar dos anos, comecei a me interessar cada vez mais por uma pergunta diferente:
como a tecnologia poderia ampliar as possibilidades da reabilitação sem afastar o cuidado de sua dimensão humana?
Foi a partir dessa inquietação que a realidade virtual passou a ocupar um espaço crescente na minha atuação profissional e acadêmica.
Meu interesse nunca esteve na tecnologia pela tecnologia.
O que sempre me atraiu foi a possibilidade de utilizar recursos imersivos para estimular movimento, engajamento, participação e novas experiências terapêuticas.
Especialmente no cuidado de pessoas idosas, percebi que a realidade virtual poderia representar muito mais do que entretenimento. Ela poderia se transformar em uma ferramenta de reabilitação.

Realidade Virtual aplicada ao envelhecimento
Em 2024, participei de trabalhos voltados à utilização de jogos digitais e realidade virtual com pessoas idosas.
Entre eles, o estudo:
foi apresentado no II ILPI’s Expo+Fórum, com autoria de Sérgio Henrique Saraiva Alves, Thaiany Pedroso Campo Antunes e Luiz Carlos de Abreu. O trabalho consta nos anais publicados pela Revista Longeviver.
Essa experiência reforçou meu interesse em compreender de que forma tecnologias imersivas poderiam ser incorporadas à atividade física e à reabilitação de idosos.
Realidade Virtual em Instituições de Longa Permanência
No mesmo evento, participei como primeiro autor do trabalho:
realizado em colaboração com Thaiany Pedroso Campo Antunes, Elaine Andrade Silva e Alessandra Gasparello Viviani. O trabalho também foi publicado nos anais do II ILPI’s Expo+Fórum pela Revista Longeviver.
Esse projeto levou a realidade virtual para dentro de Instituições de Longa Permanência para Idosos, aproximando tecnologia, atividade física e cuidado funcional em um ambiente onde estratégias de engajamento podem fazer grande diferença.
Menção Honrosa Tomiko Born - 2024
Esse trabalho recebeu a Menção Honrosa Tomiko Born, concedida ao melhor trabalho na categoria Relatos de Experiências do II ILPI’s Expo+Fórum 2024.
Para mim, esse reconhecimento teve um significado especial porque representou a valorização de uma ideia que vinha amadurecendo há algum tempo:
tecnologia só faz sentido em saúde quando consegue produzir benefício real para alguém.
A realidade virtual pode ser sofisticada.
Pode ser imersiva.
Pode impressionar.
Mas seu verdadeiro valor aparece quando ajuda uma pessoa a se movimentar, participar, interagir ou recuperar uma capacidade importante para sua vida.
Foi essa visão que passou a orientar cada vez mais minha relação com inovação em saúde.

Da Realidade Virtual ao Livro “O Metaverso”
A experiência com realidade virtual na reabilitação e no envelhecimento despertou em mim uma inquietação que foi além da prática clínica.
Passei a refletir não apenas sobre como utilizar essas tecnologias, mas também sobre o que elas podem representar para o futuro da saúde e da educação.
Foi dessa reflexão que nasceu meu livro:
“O Metaverso: Explorando a Realidade Virtual na Saúde e na Educação”
publicado em 2026.
Mais do que discutir um conceito tecnológico, procurei construir uma obra capaz de aproximar inovação, ciência e aplicações práticas.
Tecnologia com propósito
Ao longo do livro, discuto possibilidades de utilização da realidade virtual e de ambientes imersivos em diferentes contextos da saúde e da educação.
Entre eles estão reabilitação, treinamento profissional, aprendizagem imersiva, simulação e novas formas de interação entre pessoas, conhecimento e tecnologia.
Mas existe um princípio que atravessa toda essa discussão:
a tecnologia não deve ser utilizada apenas porque é nova.
Ela precisa resolver problemas reais, ampliar possibilidades e produzir benefício concreto para as pessoas.
Esse é o mesmo princípio que levo para minha atuação clínica.
Não me interessa apenas perguntar o que uma tecnologia é capaz de fazer.
Interessa compreender quando, por que e para quem ela realmente faz sentido.
Um livro construído a partir da prática
A obra não nasceu apenas de uma reflexão teórica.
Ela foi influenciada diretamente por experiências que acumulei na assistência, na educação e em projetos envolvendo realidade virtual aplicada à reabilitação.
Ao trabalhar com idosos, estudantes e profissionais da saúde, percebi que tecnologias imersivas podem modificar a forma como uma pessoa aprende, experimenta movimentos, participa de atividades e interage com determinados conteúdos.
Foi justamente essa relação entre experiência prática e conhecimento científico que procurei levar para o livro.
Uma obra construída também por encontros
A construção de “O Metaverso: Explorando a Realidade Virtual na Saúde e na Educação” reuniu contribuições que ampliaram o significado da obra para além do texto.
A capa é um manifesto. A xilogravura "Mechanicus", criada em 1967 pela genial Maria Bonomi, já pulsava com a tensão poética entre o ser humano e a máquina. Ao ceder sua força expressiva para representar este livro, sua genialidade não apenas ilustrou, mas presenteou este trabalho com uma alma.
O prefácio do Prof. Dr. Francisco Vargas, Professor Emérito da Faculdade de Medicina da USP, enriquece imensamente a obra com sua perspectiva acadêmica e inquestionável sabedoria, destacando a relevância contemporânea desta obra.
Saúde e educação como espaços de transformação
Saúde e educação podem parecer áreas diferentes.
Para mim, entretanto, existe uma ligação profunda entre elas.
Em ambas, estamos lidando com pessoas que precisam compreender, experimentar, aprender e desenvolver novas capacidades.
Uma tecnologia imersiva pode ajudar um paciente a participar de uma atividade terapêutica de maneira diferente.
Pode permitir que um estudante vivencie uma situação antes de encontrá-la na prática.
Pode aproximar conceitos abstratos de experiências concretas.
É nesse potencial de transformação que encontro o maior valor dessas tecnologias.
O futuro só faz sentido quando melhora o presente
Falar sobre metaverso, realidade virtual, inteligência artificial e tecnologias imersivas pode facilmente nos levar para uma visão excessivamente futurista.
Mas sempre procurei seguir na direção oposta.
O que realmente me interessa é compreender:
como essas ferramentas podem melhorar a vida de alguém hoje?
Se uma tecnologia ajuda uma pessoa idosa a se movimentar mais, ela já produziu valor.
Se ajuda um estudante a compreender melhor um conceito complexo, também.
Se permite que um profissional treine uma habilidade com mais segurança, novamente temos um benefício concreto.
É dessa perspectiva que procuro enxergar inovação.
O futuro da tecnologia não está apenas no que ela será capaz de fazer, mas no impacto que conseguiremos produzir com ela na vida real.


Conteúdos Científicos e Áreas de Atuação
Aqui eu não escreveria outro capítulo grande. Criaria quatro cards visuais.
Fisioterapia Respiratória
Fisioterapia respiratória domiciliar, reabilitação pulmonar, DPOC, bronquiectasias, oxigenoterapia e recuperação após hospitalização.
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Mobilidade, envelhecimento, funcionalidade e preservação da autonomia da pessoa idosa.
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Reabilitação após cirurgias, fraturas, próteses articulares e condições musculoesqueléticas.
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Reabilitação funcional, marcha, equilíbrio e mobilidade em condições neurológicas.
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